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Muitas
festividades fazem parte da cultura local. Algumas
foram preservadas pelo povo. Outras caíram no
esquecimento e já não mais praticadas. Registramos
as principais:
PARAFUSOS -
Originária da fuga de antigos escravos para os
quilombos que ao passarem pelas vilas roubavam
anáguas de linho com babados das senhoras e que após
a libertação dos escravos, desfilavam pelas ruas da
cidade. Segundo Adalberto Fonseca, quem criou a
expressão "Parafusos" foi o Padre Salomão Saraiva
que ao ver da igreja os negros com saias exclamou:
parecem parafusos dançando. A expressão pegou e
durante décadas o desfile dos parafusos fazia parte
do calendário folclórico da cidade,
CHEGANÇA - Grupo de
dança que retrata a luta entre reis católicos e
turcos, pela reconquista do trono português
CANGACEIROS -
Grupos de homens vestidos como cangaceiros que
visitam lojas e casas pedindo comida e bebida, sob
ameaça de agressão se não forem atendidos . Relembra
os atos de Lampião.
TAIEIRAS - Grupos
de moças com vestes orientais que dançam em torno de
um mastro enfeitado, sob o efeito de música de
zabumba, enquanto rapazes espadachins encenam lutas
para proteger o casal real.
ZABUMBA- Grupos
de homens que saem tocando instrumentos rústicos de
percussão para animar festas de batizados,
casamentos, e outras manifestações populares em
troca de gorjetas, comida e bebida.
QUADRILHAS - Grupos
de rapazes moças e até crianças que dançam músicas
juninas sob o toque da sanfona. São apresentadas
geralmente por escolas e atuam nos meses de
junho/julho.
LAMBE-SUJOS -
Grupos de crianças que se pintavam como os indígenas
Kiriri, primitivos habitantes da região e saíam
pelas ruas dançando.
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