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  :: HISTÓRIA

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LAGARTO, UM ESBOÇO DE SUA HISTÓRIA

»

A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO E A FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA
» FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA E JUDICIÁRIA
» O CONTROVERSIAL NOME "LAGARTO"
» FORMAÇÃO RELIGIOSA
» A ECONOMIA DA REGIÃO LAGARTENSE
» A POPULAÇÃO
» CULTURA
» HISTÓRIA POLÍTICA DO IMPÉRIO ATÉ OS TEMPOS ATUAIS
» FILHOS ILUSTRES
» MANIFESTAÇÕES POPULARES
» INDICADORES GEOGRÁFICOS E SÓCIO-ECONÔMICOS
 
  A OCUPAÇÃO DO TERRITÓRIO E A FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA

A ocupação do território de Lagarto, remonta à segunda metade do século XVI. Por volta de 1.575, para aí se deslocaram, atendendo a pedido dos Índios Kariris (habitantes das margens dos rios Jacaré e Piauí-Açu) , dois missionários da equipe de Manuel da Nóbrega: Jesuítas João Solônio e Gaspar Lourenço, acompanhados de cerca de 20 soldados.

Com a ajuda dos silvícolas eles fundaram, na margem do Jacaré, uma igrejinha sob a invocação de São Tomé, o Apóstolo. Governava o Brasil, nessa época, Luís Brito de Almeida, que às voltas com a escassez de mão-de-obra para a agricultura em Salvador, mandou aprisionar os índios e atear fogo nas malocas. Das lutas, além da morte do cacique Surubim, resultou o aprisionamento da maioria dos homens. Os poucos que conseguiram escapar das tropas do Governador Geral refugiaram-se na Serra do Canguim, hoje Fazenda Mussurepe.

Dos passos iniciais do povoado, dá-nos notícias o Padre Inácio Toloso. Em correspondência ao seu superior, Manuel da Nóbrega, o religioso afirmava: "....passando nas barrancas do rio Jacaré, deparei-me com uma povoação índigena, bem como com uma igrejinha que foi dito ter o nome de São Tomé, o Apóstolo, dois jesuítas cuja catequese benfazeja deve-se a Gaspar Lourenço e João Solônio que viviam nos confins das florestas virgens desta terra."

A segunda fase da ocupação de Lagarto tem início por volta de 1596, com a distribuição de sesmarias a Gaspar de Menezes, Gaspar d'Almeida, Domingos Werneck Nobre e Antônio Gonçalves de Santana, dentre outros. Com eles nasceu o povoado de Santo Antônio, cujo artífice principal foi Santana, que aí construiu uma igrejinha, inaugurada em 13 de junho de 1604, nela colocando as imagens de Nossa Senhora de Santana e Nossa Senhora da Conceição. Plantava-se, assim, no solo lagartense, um dos instrumentos do colonizador: a fé, simbolizada na igrejinha que, ao lado do carro de boi, compõe o binômio originário de centenas de localidades nordestinas ao longo dos anos. Também em 1604, às margens do Riacho Urubutinga, estabeleceu-se Muniz Álvarez, que, juntamente com sua família dedicava-se à criação de gado.

O povoado crescia aos poucos. Foram surgindo os primeiros engenhos de açúcar, além do cultivo de algodão, milho e feijão. Mas a colonização centralizava-se em duas atividades principais: a cana-de-açúcar e a criação de gado. Em 1645, veio um desastre. Naquele ano, parte da população foi dizimada pela varíola, batizada de "bexiga de Santo Antônio". Embora não haja registros exatos do número de vítimas, alguns cronistas afirmam ter perecido num só dia mais de 200 pessoas. Os frades carmelitas que habitavam o Convento dos Forrós dos Palmares correram em socorro dos doentes, transportando-os para o local onde veio a florescer a Praça Nossa Senhora da Piedade, ponto central da futura cidade de Lagarto. Os sobreviventes da epidemia de Santo Antônio reorganizaram-se no novo local, construindo suas casas de moradias. Os religiosos franciscanos fundaram então no lugar denominado Horta, atrás de onde hoje funciona o Parque de Exposições, o Convento de Santa Cruz da Horta. O sítio ficou em poder da ordem até 1916, quando foi vendido a Sérgio Quartel, por Frei Barantera, Superior da Ordem.

Mais tarde foram inaugurados a Igreja Matriz e o Cemitério com capela do Rosário dos Pretos de São Benedito. Já em 1674, era criado o Corpo de Infantaria e Ordenança, tendo como comandante o Capitão Belchior Moreyra. Essa corporação desempenhou papel relevante no combate aos negros fugitivos dos quilombos que atacavam os comerciantes que negociavam com os moradores das fazendas e sítios das localidade. O desenvolvimento agrícola do algodão, cana-de-açúcar, o crescimento do comércio e a criação de gado animaram o crescimento do núcleo populacional.

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FORMAÇÃO ADMINISTRATIVA E JUDICIÁRIA

Esse crescimento culminou com a criação da freguesia, sob a invocação de Nossa Senhora da Piedade de Pedra do Lagarto, por decreto episcopal de 11 de dezembro de 1679. Territorialmente, a freguesia era das maiores do Estado, compreendendo toda a área da margem direita do Rio Vaza Barris. (A outra margem era o domínio da Freguesia de Santo Antônio de Itabaiana). Posteriormente foram desmembradas de seu território as áreas que hoje constituem, dentre outros, os municípios de Boquim, Riachão do Dantas e Simão Dias, além dos municípios de Jeremoabo, Itapicuru e Inhambupe, hoje pertencentes ao Estado da Bahia.

O primeiro desmembramento deu-se em 1718, com a criação da Freguesia de Nossa Senhora dos Campos do Rio Real.

O distrito de Lagarto surgiu em 1703, enquanto a vila foi criada em 1727, sendo a terceira do Estado de Sergipe, logo após as de São Cristóvão e Itabaiana, sendo também neste ano formada a Câmara dos Representantes. Em 1802, a receita municipal foi de 621$200 contos de réis e a despesa de 48$500 contos de réis, com uma população em torno de 6.000 pessoas. Em 1880, quando a vila foi elevada à categoria de cidade, por Lei Provincial no. 1140, de 20 de abril de 1880, Lagarto era ainda um núcleo populacional pequeno. Além do casario em torno da Praça da Piedade, destacavam-se as Ruas de Fora (hoje Mizael Mendonça), Rua da Vila (Acrísio Garcez), Rua da Glória (Laudelino Freire), e Rua do Choro, onde ficava a cadeia. No Liceu Lagartense, dirigido pelo Padre José Álvares Pitangueira, eram ministradas aulas de Latim, Português, Inglês, Francês, Espanhol e Geometria. Aí se formou em Latim o notável poeta e filósofo Tobias Barreto. D. Marcos Antônio de Souza, na obra " Memória da Capitania de Sergipe", relata que o povo se apresentava bem vestido nos dias festivos, fazendo ostentação de sua grandeza. De 1830 a 1860, foram geradas de Lagarto três freguesias: Em 07/02/1834, foi criada a Freguesia de Santana de Simão Dias; em 24/04/1835 a Freguesia de Sra. Santana da Lagoa Vermelha, hoje Boquim e em 27/04/1855, a Freguesia de N. Sra. do Amparo, atualmente Riachão do Dantas

A comarca de Lagarto foi criada através de Lei Provincial no. 379, de 09 de março de 1854 e classificada pelos Decretos nos. 1439, 5.213 e 104, de 23.09.1854, 1º .02.1873 e 26.04.1873, respectivamente.

Após os desmembramentos, a economia local foi fragilizada de tal modo que em 1917, suas receitas de 6:964$980 contos foi inferior à de Boquim. Após 1930 Lagarto reaparece no cenário econômico com extraordinário vigor.

No desenrolar da história, Lagarto permaneceu como um só distrito em sentido judiciário. Sua comarca, conforme Decreto Lei 150, de 15.12.38, abrangia Lagarto, Boquim e Riachão do Dantas. Através do Decreto Lei Estadual 533, de 07/12/44, perdeu Boquim e Riachão do Dantas e ganhou Salgado, que posteriormente passou para Itaporanga d'Ajuda.

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O CONTROVERSIAL NOME DE "LAGARTO"

Existem duas versões acerca da origem do nome Lagarto. A primeira está associada a existência de uma pedra em forma de um Lagarto (teiú ou teijuaçu). Daí a denominação no Decreto Episcopal de "Nossa Senhora da Pedra do Lagarto". Segundo o pesquisador Adalberto Fonseca, foram localizados no Riacho Macuna, restos de uma pedra em forma de Lagarto, que segundo o mestre de obras da Prefeitura Municipal, Sr. Antônio de Gracinda, foi quebrada para pavimentar a Rua Acrísio Garcez e colocar meio fio na Praça da Piedade. Tal pedra também é mencionada pelo Padre João de Matos, que menciona o

Riacho de Lagarto, em alusão à dita pedra. Também Laudelino Freire, na obra 'Quadro Corográfico de Sergipe" sustenta a versão da pedra.

Já o Tabelião Hernani Romero Libório, endossa a tese de que o nome procede de nobres portugueses, a família dos Rodrigo de Noronha, contemplada com uma sesmaria, cujo brasão, esculpido em frente à fazenda era em forma de um lagarto. O nome da fazenda era Brazagão, cerca de 18 quilômetros do Povoado Santo Antônio, distância que coincide com o tamanho da sesmaria concedida, três léguas a partir da Tapera de São Tomé, o Apóstolo.

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FORMAÇÃO RELIGIOSA

Colonizada por portugueses católicos, o catolicismo firmou-se como principal fé. A construção da Igreja Matriz começou por volta de 1645, mas somente em 1669 recebeu o alvará de reconhecimento, conforme consta do Arquivo Nacional da Torre do Tombo de Portugal. Foi reformada seguidas vezes, possuindo o estilo neoclássico sem maior expressividade arquitetônica. A imagem foi recebida em 1779, encomendada pelo jesuíta Geraldino de Santa Rita Loiola, através do Arcebispo da Bahia, Dom Gaspar Barata de Mendonça. A imagem é esculpida em madeira e foi trazida de carro de boi, chegando em 5 de setembro de 1679, proveniente de São Cristóvão. Exemplar igual só existe um em Sevilha, Espanha. Trata-se de uma das poucas imagens coroadas canonicamente pelo Papa. No Nordeste foi a terceira.

Entrou para a história o assassinato no altar do Padre Caetano que morreu envenenado pelo sacristão, por discordâncias políticas, sendo o padre brasileiro e republicano e o sacristão português e monarquista. Dentre os religiosos que tiveram participação ativa na história na cidade merecem destaque o Monsenhor Daltro, que concluiu a construção da Matriz e onde está sepultado, além de construir o cemitério e fundar o primeiro hospital, além de construir açudes para os agricultores da região. Como presidente do Conselho Municipal, edificou várias obras importantes dentre as quais o prédio da Prefeitura, a Praça da Piedade, e a ponte do Rio Caiçá, que ligou Lagarto a Simão Dias. Como abolicionista, comprou muitas crianças escravas e as libertava. Só realizava casamentos quando os pretendentes possuíam uma casinha para morar, um pedaço de terra para plantar, um cavalo para andar e uma vaca para garantir o leite das crianças. Agindo assim por 42 anos, pode-se afirmar que foi o idealizador da primeira reforma agrária do município, resultando em Lagarto ser hoje constituído basicamente de minifúndios. Pelo seu labor foi condecorado pela Princesa Isabel com a Ordem do Nosso Senhor Jesus Cristo. Padre Possidônio, Monsenhor Juarez Prata, Monsenhor Mário Rino Sivieri e as irmãs carmelitas também ajudaram a cidade a crescer. Em final do século passado apareceram os primeiros evangélicos e hoje vários grupos religiosos atuam na cidade. Entre eles: batistas, adventistas, espíritas, pentecostais, presbiterianos, Testemunhas de Jeová, dentre outros.

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A ECONOMIA DA REGIÃO LAGARTENSE

A agricultura, a pecuária e o pequeno comércio foram o tripé de sustentação da economia local. O município conta com cerca de 6.974 pequenas propriedades onde são cultivados fumo, laranja, mandioca, maracujá, acerola. Com várias comunidades rurícolas bem alicerçadas, Lagarto não sofre tanto com o êxodo rural, devido as suas peculiaridades fundiárias. Colônia Treze, Jenipapo, Brasília, Boa Vista do Urubu, Urubutinga, Olhos d'Água, Rio Fundo, Tanque, Santo Antônio, Pururuca, Brejo, Sobrado, Pé da Serra do Qui, são alguns do expressivos povoados do município. Além da agricultura, Lagarto dispõe de elevado potencial pecuário, possuindo um dos maiores plantéis do Estado. São notáveis criadores, com fama nacional, os já falecidos Martinho Almeida e José Mariano de Souza, além de outros nomes de peso na pecuária regional. Vale frisar a importância do Sr. Antônio Martins de Menezes, idealizador da Colônia Treze, através de da Cooperativa Mista dos Agricultores do Treze, hoje um dos maiores pólos agrícolas do Estado. Atualmente o comércio local tem se desenvolvido bastante, sendo o 2º maior do Estado, com lojas grandes e bem organizadas. A indústria desponta como uma das opções de desenvolvimento, merecendo destaque o Grupo José Augusto Vieira, hoje o maior empresário da região com indústrias de beneficiamento de fumo, plástico, café e comércio variado, o maior empregador e contribuinte da região. O setor de serviços é bastante variado com ampla gama de escolas, cursos, locadoras, funerárias, empresas de assistência técnica, oficinas mecânicas, etc. Pequenas indústrias também se fazem presentes, como fábrica de ladrilhos e artefatos de cimento, bebidas e beneficiamento de produtos agrícolas. Dispondo de diversos estabelecimentos hoteleiros, Lagarto recebe bem os que o visitam. Na sede temos Correios, Central Telefônica Digital, com DDD nacional e internacional; 05 agências bancárias: Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco Bilbao Viscaya, Banco do Estado de Sergipe e Bradesco. A cidade capta os canais de TV que geram sinais a partir de Aracaju, a capital do Estado. Internamente é servida por táxi e coletivos que ligam os povoados à sede. Ainda acha-se instalada completa rede de bares, lanchonetes, sorveterias, concessionárias de revenda de veículos, postos de gasolina, hospital, clínicas, laboratórios, supermercados, mercado público, 3 emissoras de rádio, sendo duas FM e uma AM, além de quatro jornais de circulação municipal.

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A POPULAÇÃO

A população de Lagarto é mista, com predominância de descendência portuguesa. Segundo o Censo de 1995, sua população atual é de 74.254, sendo 36.523 homens e 37.731 mulheres. O povo é alegre e pacífico e a cidade tem o codinome de "Cidade Ternura" pelo carinho com que acolhe seus habitantes.

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CULTURA

Berço de notáveis como Sílvio Romero, Laudelino Freire, Felisbelo Freire e Aníbal Freire, Abelardo Romero e tantos outros ilustres filhos, Lagarto apresenta uma verve cultural que se reflete em vários campos. Na literatura temos os já citados acima que elevaram o nome da terra para os píncaros da expressão literária brasileira. Na música temos bandas famosas como Los Guaranis e mais recentemente o Saco de Estopa e Lacertae. No folclore temos a Chegança, os Parafusos e as quadrilhas juninas. Nas artes plásticas temos o pintor José Fernandes. Temos a ASCLA - Associação Cultural de Lagarto, que promove o Festival de Música Popular e o Festival de Poesia Falada. Na poesia temos Assuero Cardoso e Noeme Dias. Na história temos Adalberto Fonseca e Claudefranklin Monteiro. Lagarto é um município festivo, merecendo destaques as seguintes manifestações culturais: Lagarto Folia, realizada em abril; forrós e quadrilhas realizadas em junho e festa da padroeira, juntamente com exposição, desfile cívico e vaquejada que ocorrem na primeira semana de setembro.

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HISTÓRIA POLÍTICA DO IMPÉRIO ATÉ OS TEMPOS ATUAIS

O primeiro estadista de Lagarto foi Monsenhor Daltro que governou a Vila de 1840 até 1892. Nesse período foram construídos o prédio da Prefeitura, o Hospital N. Sra. da Conceição, o Barracão da Feira, o Lazareto nas terras do Pe. Pacheco, o Leprosário no lugar denominado Matinha, o Tanque Grande, as torres da Matriz e o Cemitério Sr. do Bonfim. Eleito José Cirilo de Cerqueira em 1893, com o prestígio de Felisbelo Freire, então Governador do Estado, governou até 1894. A seguir Lagarto teve os seguinte governantes:

 
 

GOVERNANTES

PERÍODO

Sebastião D'Ávila Garcez

1897-1902

José Cirilo de Cerqueira

1902-1906

José Cirilo de Cerqueira- 2ª vez.

1907-1910

Gonçalo Rodrigues da Costa

1911-1912

Felipe Jaime Santiago

1912-1913

Antonio Oliva

1914-1917

Joaquim da Silveira Dantas

1918-1921

Acrísio D'Ávila Garcez

1922-1925

Porfírio Martins de Menezes

1926-1930

Rosendo de Oliveira Machado

1931-1934

Artur Gomes (Interventor)

1935-1938

Armando Feitosa Horta (Interventor)

1939-1942

José Marcelino Prata (Interventor)

1943-1946

Aldemar Francisco Carvalho(Interventor)

1947-1949
e Manoel Emílio de Carvalho(Interventor) 1947-1949

José da Silveira Lins*

eleito em 1946

*governou pouco tempo, sendo substituído por interventores.

Alfredo Batista Prata

1950-1954

Dionízio de Araújo Machado

1955-1958

Antônio Martins de Menezes

1959-1962

Rosendo Ribeiro Filho

1963-1966

Dionízio de Araújo Machado

1967-1970

José Ribeiro de Souza

1971-1972

João Almeida Rocha

1973-1976

José Vieira Filho

1979-1981

Artur de Oliveira Reis

1982-1988

José Rodrigues dos Santos

1989-1992

José Raymundo Ribeiro

1993-1996

Jerônimo de Oliveira Reis

1997-2000 - 2001-2002

José Rodrigues dos Santos

2002 - 2004 - 2005 - 2008
 
 
 

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FILHOS ILUSTRES:

SILVIO ROMERO - professor, escritor, jornalista, filólogo, grande valorizador da cultura popular, jurista, deixou enorme obra literária que influenciou a cultura nacional, sendo reputado pela Enciclopédia Britânica como um dos 500 mais importantes homens da humanidade.

LAUDELINO FREIRE - 16.01.1873/18.06.1937 - Jurista, crítico literário, lingüista, dicionarista. Teve importante papel no estudo e formação da Língua Portuguesa.

ANÍBAL FREIRE - escritor, membro da Academia Brasileira de Letras.

FILOMENO HORA - Juiz de Direito, advogado, assassinado em 08.01.1902, na praça que atualmente leva seu nome.

ACRÍSIO GARCEZ- Chefe político, prefeito municipal, construtor do Mercado Municipal, antigo talho de carne.

POSSIDÔNIO ROCHA - sacerdote, deputado provinciano e diretor do Departamento de Instrução Pública.

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MANIFESTAÇÕES POPULARES

Muitas festividades fazem parte da cultura local. Algumas foram preservadas pelo povo. Outras caíram no esquecimento e já não mais praticadas. Registramos as principais:

PARAFUSOS - Originária da fuga de antigos escravos para os quilombos que ao passarem pelas vilas roubavam anáguas de linho com babados das senhoras e que após a libertação dos escravos, desfilavam pelas ruas da cidade. Segundo Adalberto Fonseca, quem criou a expressão "Parafusos" foi o Padre Salomão Saraiva que ao ver da igreja os negros com saias exclamou: parecem parafusos dançando. A expressão pegou e durante décadas o desfile dos parafusos fazia parte do calendário folclórico da cidade,

CHEGANÇA - Grupo de dança que retrata a luta entre reis católicos e turcos, pela reconquista do trono português

CANGACEIROS - Grupos de homens vestidos como cangaceiros que visitam lojas e casas pedindo comida e bebida, sob ameaça de agressão se não forem atendidos . Relembra os atos de Lampião.

TAIEIRAS - Grupos de moças com vestes orientais que dançam em torno de um mastro enfeitado, sob o efeito de música de zabumba, enquanto rapazes espadachins encenam lutas para proteger o casal real.

ZABUMBA - Grupos de homens que saem tocando instrumentos rústicos de percussão para animar festas de batizados, casamentos, e outras manifestações populares em troca de gorjetas, comida e bebida.

QUADRILHAS - Grupos de rapazes moças e até crianças que dançam músicas juninas sob o toque da sanfona. São apresentadas geralmente por escolas e atuam nos meses de junho/julho.

LAMBE-SUJOS - Grupos de crianças que se pintavam como os indígenas Kiriri, primitivos habitantes da região e saíam pelas ruas dançando.

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INDICADORES GEOGRÁFICOS E SÓCIO-ECONÔMICOS

Dados do IBGE 2000

 
 

Unidades da Federação e Municípios

População residente

Área total km2(2)

Densidade demográfica
(hab /km
2

Valores absolutos

Valores relativos

Total

Urbana

Total

Urbana

Total

Na sede municipal (1)

Total

Na sede municipal (1)

Lagarto

83.219

40.506

40.506

100

48.67

48.67

958,7

86.81

 

Unidades da Federação e Municípios

Domicílios recenseados

Total

Particulares

Coletivos

Total

Ocupados

Não ocupados

Total

Fechados

Uso ocasional

Vagos

Lagarto

26.547

26.530

21.038

5.492

107

1.235

4.150

17

 
 
  População: 83.219 , sendo 36.523 homens e 37.732 mulheres.

Densidade populacional: 77 habitantes por km2.

Número de domicílios: 25.101, sendo 10.260 urbanos e 14.841 rurais - Dados de 1991

Coordenadas Geográficas: Latitude 10º 55' 07" -Longitude 37º 40' 15"

Altitude: 160 metros.

Área: 1.036 quilômetros quadrados.

Distância da capital: 75 km

Temperatura: Média: 24,5º - Máxima: 37º - Mínima: 18º

Precipitação pluviométrica: Média:1.032,1 mm. anuais. Máxima: 1.3000 mm ano - Mínima: 750 mm. Ano

Clima: 24,5 0 C

Solos: Planosol, litólicos eutróficos, podzólicos vermelho/amarelo, latosol

Vegetação: campos limpos e sujos, capoeira e caatinga

Relevo: Localiza-se na superfície do Pediplano Sertanejo.

Rios: Vaza Barris, Piauí, Jacaré, Piauitinga de Cima, Machado e Caiçá

Riachos: Oiti, Pombos, Flexas, Urubutinga

Serras: Oiteiros, Cavaleiras, Cristal, Boeiro, Chapada, Araçá e Jenipapo

Riquezas minerais: argila, calcário ,mármore, enxofre, chumbo e pedras de revestimento.

Área plantada: 89.864 ha.

Taxa de crescimento populacional( 80/91) - 1.96%

Densidade demográfica(hab/km2): 76,73

Média de pessoas por família: 4,09

População estimada para 2.000(IBGE) : 85.859

População rural: 39.606 ( 53,34%)

População urbana: 34.648 (46,66 %)

N0 de Eleitores: 50.830

Rendimentos: Mais de 10 SM: 58 famílias;

Entre 5 SM e 10 SM: 314 famílias;

Entre 3 e 1,5 SM: 6.057 famílias;

Entre 1 SM e 1/5 SM: 10.309 famílias;

Sem rendimentos: 484 famílias.

Saúde: 01 hospital, 02 maternidades, 06 clínicas, 16 postos de saúde, 132 leitos;

Saneamento; 51,5 dos domicílios possuem água encanada e 4,1% rede de esgotos;

Educação: 24.030 alunos, sendo 8.824 rede estadual, 14.542 rede municipal, 1.204 rede filantrópica.

 
 

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Prefeitura Municipal de Lagarto
Praça Piedade, 13
Bairro: Centro
Cep: 49400-000
Lagarto-SE
Tel: (79) 3631-9600

 
 

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